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DESPERTE O LEÃO EM VOCÊ

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PARA TODAS AS MINHAS AMIGAS E AMIGOS, QUE SE ENCONTRAM PARALISADOS, SEM SABER PARA QUAL RUMO SEGUIR. DIGO A VOCÊS: NÃO TENHAM MEDO! O LEÃO QUE VIVE EM VOCÊ, APENAS ESTÁ ADORMECIDO.

Algumas vezes, as situações por muito acumuladas chegam num ponto de impossibilitar qualquer ação. Antes, era tão ousado(a) e executava o que quer que fosse, sem um pingo de hesitação. Hoje, com as marcas do tempo e após inúmeras decepções na vida, este instinto foi se retraindo, até o ponto em que estava cada vez mais diminuto. E, neste instante, não há mais coragem para dar um passo sequer, fora da rotina que estabeleceu.

Há uma história similar. O Rabino Shem Tov, o Sefaradi era um dos homens mais ousados de sua época. Buscou aprendizado nas mais diversas fontes, aprendendo com árabes, nas montanhas e filósofos de confins distantes. Ingressou na escola do místico Ben Sira, onde aprendeu a resolver seus problemas com a prática da concentração. Mas ainda assim, sentia-se vazio.

Num certo ponto, Shem Tov chegou à conclusão que suas buscas anteriores eram erradas. Duvidou de si mesmo, tornando-se cético e incapaz de ousar além do que já tinha ido, ao cúmulo de duvidar de um dos maiores sábios de Cabalá de sua época, mesmo com os constantes convites para que se juntasse a ele para os estudos. Shem Tov tinha medo de se decepcionar de novo, e duvidava.

Porém, este sábio se chamava Rabi Abuláfia. Naquela época, ele era conhecido por sua imensa bondade e capacidade de entendimento em textos como o Zohar e o Sefer Yetzirá. O Rabino parou de incomodar Shem Tov e deixou que o Sefaradi chegasse à uma conclusão por si próprio. Não demoraria a revelar um resultado supreendente.

Ainda temeroso, Shem Tov buscou o mestre. Pensou, que mesmo amedrontado, não tinha nada a perder e solicitou seu ensino, sem se comprometer de verdade. Como resultado, Abuláfia estabeleceu condições bem exigentes para ensiná-lo, coisa a qual teve que se submeter, ainda que não acreditasse.

Porém, sua iniciação na Cabalá, mostrou a eficiência do mestre, quando os resultados começaram a aparecer nas primeiras aulas. As permutações, que lhe causaram mais medo ainda e quase o fizeram frear, foram justamente àquelas que ajudaram a DESPERTAR o Leão Adormecido.  

Assim, Rabi Shem Tov tornou-se um dos maiores cabalistas da história, desenvolvendo poder de concentração sem igual, mestre no deslocamento e vocalização de letras hebraicas. Teve inúmeros discípulos e uma vida feliz, somente pelo resgate de si mesmo.

RESGATE VOCÊ MESMO AGORA!

Amorosamente,

Rafael Chiconeli

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A VERDADE MORA NO UM

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Buscamos no estudo da Cabalá, obter uma consciência superior, que possa realmente refinar nosso vaso receptor, a ponto de ele ser o perfeito receptáculo para Hashem. Chamamos isto de  Kli (Vaso), pois dentro de nosso conhecimento, o ser humano foi feito para que seja habitação para a Shechiná (Presença Divina).

É uma necessidade primordial nossa desejar esta união com o Criador e está acima de nós, porque é o nosso DNA espiritual. A Cabalá nos explica que no princípio tínhamos Tzurá (forma)  de Hashem, porque viemos dele. Após a separação, para que pudéssemos nos desenvolver, pouco a pouco, perdemos esta equivalência com ele, até nos distanciarmos por completo.

Os sábios cabalistas do passado como o Ari, nos ajudam a responder estas questões com a seguinte sentença: “Hashem Hu Echad, Ushmo Echad”, ou seja “D-us é um e seu nome é um”. Esta é uma frase muito profunda que encerra segredos fascinantes da Cabala.

Hashem mora na unidade e não devemos nos separar dele. Tudo o que fizermos deve ser em busca desta unidade, agindo como o Criador e desejando em prol do todo, ou seja, infundindo desejo de doar em nossas ações. Isto permitirá junção entre D-us e o ser humano.

Logo, nossas Neshamot (almas) experimentarão a sensação total de prazer que o Criador quer nos gerar, o que significa Devekuth (aderência) a Yichud (unificação). De fato, a sensação única de prazer proveniente da verdadeira conexão com o Eterno.

Shalom!

Rafael Chiconeli

FALAR À ALMA

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Nossa maior dificuldade é falar à alma, já que nossa forma típica de comunicação é com o cérebro. Enxergo a complicação que é o entendimento humano, simplesmente porque ainda que falemos com o outro nos comunicamos como se estivéssemos falando conosco mesmos.

Sim, esta é uma outra ação do egoísmo, falar com o outro e querer satisfazer a si próprio como se o outro tivesse que vislumbrar tudo como nós. No final, temos grande probabilidade de atropelar o interlocutor e não atingir exatamente o que queremos que é estabelecer um vínculo.

Por isso a comunicação cabalística é com a alma da pessoa. Isto possibilita que todos os padrões caiam por terra e que se possa estabelecer um real vínculo entre os que participam do diálogo. O entendimento gera Luz e esta Luz nos coloca em rota de colisão com a energia do amor.

Quando mais entendemos, mais temos prazer, porque o suprasumo desta sensação se dá através da consciência. Ao obter isto, adquirimos a sabedoria necessária para que nossos hábitos em outras parcelas da vida sejam aprimorados. A própria correspondência nos informa que a Língua se posiciona exatamente na esfera de Malchut.

Isto nos diz que a principal forma de refinamento neste mundo é aprimorar nossa comunicação, evitar Lashón Hará (maledicência) e infundir amor em nossas conversas. Quando as almas falam, nada mais precisa ser dito, apenas sentido e experimentado.

Shalom!

Rafael Chiconeli

OÁSIS OU MIRAGEM?

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MAIS UMA SEMANA TERMINANDO. ESTAMOS TODOS ENVOLTOS EM PROPÓSITOS, QUE SÃO REALMENTE IMPORTANTES PARA NÓS. MAS NÃO SE ESQUEÇA DO QUE TE SEPARA DE SUAS CONQUISTAS: APENAS O PRIMEIRO PASSO.

No nosso contato diário, conhecemos um universo de pessoas, todas realizando muitas atividades, mas buscando algo que realmente seja determinante , que de fato, as complete. A busca, muitas vezes, é árdua, passando por inúmeras situações que sempre parecem retardar os acontecimentos. Isto acaba criando uma casca, uma auto-defesa contra as desilusões, torna-se mais fácil desistir das coisas antes que haja nova decepção.

Então, eis que aparece algo realmente importante, não ao coração, mas à alma. Parece tudo o que sempre buscou, verdadeiro, bonito, completo queremos saber tudo à respeito e nos ilumina com uma intensidade jamais vista, mas surge o porém. Tememos dar o primeiro passo, por causa das tentativas fracassadas anteriormente, então, tudo se torna empecilho, que justifica a inércia.

A Cabalá é um caminho maravilhoso, um sistema sem igual que linka você ao criador e te põe em uma situação de realizar ao máximo suas potencialidades no mundo material. Realmente, quando você se entrega de alma e supera as dificuldades que inconscientemente impõe a si mesmo, você experimenta um prazer na vida, que jamais sentiu.

Ainda assim, é preciso dar o primeiro passo. Nestes anos, em que ajudamos centenas de pessoas a encontrar o caminho rumo a força maior, aprendi a distinguir àqueles que evoluem daqueles que se mantém inertes, simplesmente, porque os primeiros não tem o receio de avançar. Estes, sentem no âmago a sede que suas almas têm por esta conexão e a Cabalá, lhes soa como uma fonte de água, um oásis em meio ao deserto. Saciam-na.

No segundo caso, porém, o peso de tudo o que já deu errado, faz com que a pessoa tema avançar e o medo de perder tira a vontade de ganhar. Elas conseguem avistar à distância a mesma fonte de água viva que expliquei no parágrafo acima, porém colocam dúvidas e param antes de que a água jorre em suas mãos.

Em suma: Infelizmente, para àqueles que não tomam iniciativa, o oásis será sempre uma miragem.

Shalom!

Rafael Chiconeli

PARASHÁ VAYIGASH – UNIÃO COM A SHECHINÁ

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“E disse: Eu sou o D-us, D-us de teu pai; não temas descer ao Egito, porque lá Eu farei de ti uma grande nação. Eu descerei contigo ao Egito, e Eu te farei subir também…” (Bereshit 46:03-04).

O texto literal da parashá relata o sucesso de Yossef no Egito e a vontade do mesmo em que a sua família que estava em Eretz Israel, o acompanhasse ao país do faraó. Yacoov, nosso patriarca, se mostra reticente com relação à isto, por ter consciência de que o Egito era um país dominado pela idolatria. O passuch acima, nos mostra que em meio à dúvida dele, o Criador se manifesta, afirmando que não se trata de uma simples mudança, mas de cumprir o que está determinado para o Povo de Israel.

Já relatei anteriormente, que o povo judeu sofre forte oposição neste mundo, por sua missão de ser “Luz Entre as Nações” (Yeshayahu 49:06), o que também ocorre para aqueles que se inclinam junto aos israelitas para que este objetivo divino seja cumprido. Porém, é preciso dizer é que a sensação de desamparo que há neste mundo é apenas ilusória, já que em seu ato de extrema bondade, D-us também se auto-exilou, permitindo que sua Shechiná habitasse Malchut e assim facilitasse o contato entre Criador e ser criado.

Rabi Shneur Zalman de Liadi nos explica no Tanya que há neste mundo uma sensação de independência entre as criaturas, como se elas não dependessem de nada para existir. Isto cria em muitos seres a sensação de impunidade, acreditando que podem fazer exatamente tudo o que quiserem, sem acreditar que terão de assumir alguma responsabilidade. Nesta parte do Tanya aprendemos que nossa independência é igual à luz do sol aqui na terra, pois devido à distância nos parece que tanto a luz quanto o sol são distintos.

Porém, da mesma maneira que ao aproximar-se do sol, o homem percebe que não há separação, e que a luz pertence ao sol, percebemos também que o ser humano está aderido ao Criador, e a única razão de nos acharmos distintos do Criador, está em Sua ocultação. Estas leis espirituais só podem ser entendidas através da visão mística do Judaísmo, já que os grandes mestres e toda a bibliografia que nos permite compreender realmente o que de fato acontece, está na Cabalá. Assim como Yossef compreendeu que o seu estado de solidão era uma ilusão, o mesmo era solicitado à Yacoov.

O Zohar, na poção Vaygash nos diz: “O Rei Davi costumava levantar-se de sua cama meia-noite para estudar Torá e cantava canções de modo a causar júbilo no Rei e na Matrona”. Sabemos pela Cabalá que o Rei é o aspecto mais elevado do Criador, assim como a Matrona nada mais é que a própria Shechiná, o que evidencia que o vínculo obtido através de nosso estudo, oração e de forte meditação faz com que esta Presença Divina “paire” sobre nós, o que representa prazer para ser humano e D-us, pois o resultado final disso é conexão.

Na parashá, o Egito representa o aspecto mais rebaixado de Malchut, onde a idolatria reina, mas ainda assim Yacoov deveria “descer” até lá, porque haviam almas a serem resgatadas e também porque o Criador iria junto. Não importa o quanto a situação é aparentemente degradante, mas pela sabedoria que o Eterno nos legou, que nos permite experimentar uma permanente conexão com ele, tudo o que vier há de nos engrandecer.

Shalom,

Rafael Chiconeli

CHEGOU CCI CLUB!

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