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A VERDADE MORA NO UM

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Buscamos no estudo da Cabalá, obter uma consciência superior, que possa realmente refinar nosso vaso receptor, a ponto de ele ser o perfeito receptáculo para Hashem. Chamamos isto de  Kli (Vaso), pois dentro de nosso conhecimento, o ser humano foi feito para que seja habitação para a Shechiná (Presença Divina).

É uma necessidade primordial nossa desejar esta união com o Criador e está acima de nós, porque é o nosso DNA espiritual. A Cabalá nos explica que no princípio tínhamos Tzurá (forma)  de Hashem, porque viemos dele. Após a separação, para que pudéssemos nos desenvolver, pouco a pouco, perdemos esta equivalência com ele, até nos distanciarmos por completo.

Os sábios cabalistas do passado como o Ari, nos ajudam a responder estas questões com a seguinte sentença: “Hashem Hu Echad, Ushmo Echad”, ou seja “D-us é um e seu nome é um”. Esta é uma frase muito profunda que encerra segredos fascinantes da Cabala.

Hashem mora na unidade e não devemos nos separar dele. Tudo o que fizermos deve ser em busca desta unidade, agindo como o Criador e desejando em prol do todo, ou seja, infundindo desejo de doar em nossas ações. Isto permitirá junção entre D-us e o ser humano.

Logo, nossas Neshamot (almas) experimentarão a sensação total de prazer que o Criador quer nos gerar, o que significa Devekuth (aderência) a Yichud (unificação). De fato, a sensação única de prazer proveniente da verdadeira conexão com o Eterno.

Shalom!

Rafael Chiconeli

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FALAR À ALMA

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Nossa maior dificuldade é falar à alma, já que nossa forma típica de comunicação é com o cérebro. Enxergo a complicação que é o entendimento humano, simplesmente porque ainda que falemos com o outro nos comunicamos como se estivéssemos falando conosco mesmos.

Sim, esta é uma outra ação do egoísmo, falar com o outro e querer satisfazer a si próprio como se o outro tivesse que vislumbrar tudo como nós. No final, temos grande probabilidade de atropelar o interlocutor e não atingir exatamente o que queremos que é estabelecer um vínculo.

Por isso a comunicação cabalística é com a alma da pessoa. Isto possibilita que todos os padrões caiam por terra e que se possa estabelecer um real vínculo entre os que participam do diálogo. O entendimento gera Luz e esta Luz nos coloca em rota de colisão com a energia do amor.

Quando mais entendemos, mais temos prazer, porque o suprasumo desta sensação se dá através da consciência. Ao obter isto, adquirimos a sabedoria necessária para que nossos hábitos em outras parcelas da vida sejam aprimorados. A própria correspondência nos informa que a Língua se posiciona exatamente na esfera de Malchut.

Isto nos diz que a principal forma de refinamento neste mundo é aprimorar nossa comunicação, evitar Lashón Hará (maledicência) e infundir amor em nossas conversas. Quando as almas falam, nada mais precisa ser dito, apenas sentido e experimentado.

Shalom!

Rafael Chiconeli

OÁSIS OU MIRAGEM?

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MAIS UMA SEMANA TERMINANDO. ESTAMOS TODOS ENVOLTOS EM PROPÓSITOS, QUE SÃO REALMENTE IMPORTANTES PARA NÓS. MAS NÃO SE ESQUEÇA DO QUE TE SEPARA DE SUAS CONQUISTAS: APENAS O PRIMEIRO PASSO.

No nosso contato diário, conhecemos um universo de pessoas, todas realizando muitas atividades, mas buscando algo que realmente seja determinante , que de fato, as complete. A busca, muitas vezes, é árdua, passando por inúmeras situações que sempre parecem retardar os acontecimentos. Isto acaba criando uma casca, uma auto-defesa contra as desilusões, torna-se mais fácil desistir das coisas antes que haja nova decepção.

Então, eis que aparece algo realmente importante, não ao coração, mas à alma. Parece tudo o que sempre buscou, verdadeiro, bonito, completo queremos saber tudo à respeito e nos ilumina com uma intensidade jamais vista, mas surge o porém. Tememos dar o primeiro passo, por causa das tentativas fracassadas anteriormente, então, tudo se torna empecilho, que justifica a inércia.

A Cabalá é um caminho maravilhoso, um sistema sem igual que linka você ao criador e te põe em uma situação de realizar ao máximo suas potencialidades no mundo material. Realmente, quando você se entrega de alma e supera as dificuldades que inconscientemente impõe a si mesmo, você experimenta um prazer na vida, que jamais sentiu.

Ainda assim, é preciso dar o primeiro passo. Nestes anos, em que ajudamos centenas de pessoas a encontrar o caminho rumo a força maior, aprendi a distinguir àqueles que evoluem daqueles que se mantém inertes, simplesmente, porque os primeiros não tem o receio de avançar. Estes, sentem no âmago a sede que suas almas têm por esta conexão e a Cabalá, lhes soa como uma fonte de água, um oásis em meio ao deserto. Saciam-na.

No segundo caso, porém, o peso de tudo o que já deu errado, faz com que a pessoa tema avançar e o medo de perder tira a vontade de ganhar. Elas conseguem avistar à distância a mesma fonte de água viva que expliquei no parágrafo acima, porém colocam dúvidas e param antes de que a água jorre em suas mãos.

Em suma: Infelizmente, para àqueles que não tomam iniciativa, o oásis será sempre uma miragem.

Shalom!

Rafael Chiconeli

PARASHÁ VAYIGASH – UNIÃO COM A SHECHINÁ

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“E disse: Eu sou o D-us, D-us de teu pai; não temas descer ao Egito, porque lá Eu farei de ti uma grande nação. Eu descerei contigo ao Egito, e Eu te farei subir também…” (Bereshit 46:03-04).

O texto literal da parashá relata o sucesso de Yossef no Egito e a vontade do mesmo em que a sua família que estava em Eretz Israel, o acompanhasse ao país do faraó. Yacoov, nosso patriarca, se mostra reticente com relação à isto, por ter consciência de que o Egito era um país dominado pela idolatria. O passuch acima, nos mostra que em meio à dúvida dele, o Criador se manifesta, afirmando que não se trata de uma simples mudança, mas de cumprir o que está determinado para o Povo de Israel.

Já relatei anteriormente, que o povo judeu sofre forte oposição neste mundo, por sua missão de ser “Luz Entre as Nações” (Yeshayahu 49:06), o que também ocorre para aqueles que se inclinam junto aos israelitas para que este objetivo divino seja cumprido. Porém, é preciso dizer é que a sensação de desamparo que há neste mundo é apenas ilusória, já que em seu ato de extrema bondade, D-us também se auto-exilou, permitindo que sua Shechiná habitasse Malchut e assim facilitasse o contato entre Criador e ser criado.

Rabi Shneur Zalman de Liadi nos explica no Tanya que há neste mundo uma sensação de independência entre as criaturas, como se elas não dependessem de nada para existir. Isto cria em muitos seres a sensação de impunidade, acreditando que podem fazer exatamente tudo o que quiserem, sem acreditar que terão de assumir alguma responsabilidade. Nesta parte do Tanya aprendemos que nossa independência é igual à luz do sol aqui na terra, pois devido à distância nos parece que tanto a luz quanto o sol são distintos.

Porém, da mesma maneira que ao aproximar-se do sol, o homem percebe que não há separação, e que a luz pertence ao sol, percebemos também que o ser humano está aderido ao Criador, e a única razão de nos acharmos distintos do Criador, está em Sua ocultação. Estas leis espirituais só podem ser entendidas através da visão mística do Judaísmo, já que os grandes mestres e toda a bibliografia que nos permite compreender realmente o que de fato acontece, está na Cabalá. Assim como Yossef compreendeu que o seu estado de solidão era uma ilusão, o mesmo era solicitado à Yacoov.

O Zohar, na poção Vaygash nos diz: “O Rei Davi costumava levantar-se de sua cama meia-noite para estudar Torá e cantava canções de modo a causar júbilo no Rei e na Matrona”. Sabemos pela Cabalá que o Rei é o aspecto mais elevado do Criador, assim como a Matrona nada mais é que a própria Shechiná, o que evidencia que o vínculo obtido através de nosso estudo, oração e de forte meditação faz com que esta Presença Divina “paire” sobre nós, o que representa prazer para ser humano e D-us, pois o resultado final disso é conexão.

Na parashá, o Egito representa o aspecto mais rebaixado de Malchut, onde a idolatria reina, mas ainda assim Yacoov deveria “descer” até lá, porque haviam almas a serem resgatadas e também porque o Criador iria junto. Não importa o quanto a situação é aparentemente degradante, mas pela sabedoria que o Eterno nos legou, que nos permite experimentar uma permanente conexão com ele, tudo o que vier há de nos engrandecer.

Shalom,

Rafael Chiconeli

CHEGOU CCI CLUB!

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FAREMOS E OUVIREMOS

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Existe uma história cabalística que relata a escolha da montanha qual Moisés receberia a Torá, fonte de Luz ininterrupta para todos nós. A Cabalá nos ensina que tudo o que D-us criou tem um papel a desempenhar e naquele exato momento as montanhas da região “disputavam” para saber qual delas seria o palco da Outorga das escrituras.

Então elas discutiam entre elas, quem teria o privilégio:

– Eu sou a melhor. Tenho muitas árvores.

– Melhor sou eu, tenho muitos rios. Sem água os seres humanos não vivem.

– Sou a mais alta, por isso sou a melhor, disse uma outra.

Há pouca distância um monte ouvia a discussão toda calado e não concordava. Por que tanta necessidade de aparecer se haviam coisas mais importantes para se fazer?

Então conta-se que o Criador ficou fascinado pela humildade do pequeno monte, e por isso ele foi escolhido para sediar Shavuot e marcar a redenção de um povo que começava a aprender o sentido real da liberdade.

A Cabalá conta que esta sabedoria sublime foi oferecida à outros povos anteriormente, mas o grande mérito da recepção da Torá, está na humildade. Aos outros quando houve o oferecimento por parte de Hashem, sempre eram colocadas pré-condições e empecilhos, mas o povo que de fato recebeu a Torá, foi o único que aceitou sem questionamento.

Eles disseram:

– Faremos e ouviremos. Cumpriremos e obedeceremos todos os Mandamentos da Torá, apesar de ainda não os termos escutado; ambos, os preceitos negativos e os positivos.

O Talmud nos mostra que é proposital que o “faremos” venha na frente do “ouviremos”. Isto significa a total entrega e a fé, ainda que você não conheça as condições, ou seja é a total confiança nos desígnios do Eterno.

O Midrash nos conta, que o Eterno ficou tão tocado com a fé de seu povo, que disse:

– Quem revelou a Meus filhos o segredo de pronunciarem ‘faremos’ antes de ‘ouviremos’, uma expressão que é da linguagem dos anjos?”

CHAVE DE HOJE: Seja humilde e dê crédito ao ensinamento que pode lhe transformar antes de colocar inúmeras barreiras e descrença.

Rafael Chiconeli