Arquivo da categoria: CHAVE DO DIA

O ALIMENTO DA ALMA

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AGRADEÇO A TODOS OS MEUS ALUNOS, AMIGOS E AS PESSOAS QUE ME ACOMPANHAM. JUNTO COM VOCÊS E O PENSAMENTO FRATERNO DE TODOS AQUELES QUE PASSAM POR AQUI DEIXANDO UM RESQUÍCIO DE SUA ENERGIA, ESTAMOS REALIZANDO COISAS MARAVILHOSAS.

A potencialidade humana é a “Dynamis”, que o grande cabalista Pitágoras (sim, foi iniciado em Cabala, na Babilônia por grandes mestres judeus que lá habitavam)  venerava como chave dos mistérios para o emprego correto de nossa energia vital. Ele sabia, como muitos dos mestres que já citamos aqui, que é preciso um fator além dos que conhecemos, para que um ser humano possa se considerar excelente.

Isso porque a excelência acima das demais é a excelência da alma. Hoje, os especialistas, a literatura, os cursos e etc, cobrem toda a questão sobre excelência no trabalho, como cuidar dos filhos, do casamento, da intelectualidade, da saúde e da vida social. Mas nem por isso, nós, seres humanos nos consideramos satisfeitos.

Entendendo que somos seres espirituais, que estão vivendo uma experiência material, sabemos que os recursos convencionais com os quais contamos, não podem satisfazer nossa exigência maior. Precisamos então de uma ferramenta, para que não percamos a conexão primordial, o que nos faz lembrar do que realmente somos nesta existência.

Se a comida mata nossa fome e a água a nossa sede, podemos dizer, que a Cabalá é o alimento da alma. O aprofundamento na teoria e prática desta ciência, possibilita que os cursos plenamente materiais sejam freados, e a alma possa se nutrir já que ela dá sustentação às outras funções que temos.

Exercitando o compartilhamento, a doação de amor e recebendo o que é merecido, a alma que aqui ocupa um corpo retorna à união universal. Quando isso ocorre, um ciclo de prosperidade atinge em cheio o praticante, fazendo com que suas ações nas mais diversas esferas atinjam o sucesso. A ânima quando bem nutrida, faz com que todas as demais partes funcionem em harmonia.

Nossa grande preocupação, portanto deve ser a de alimentar nossas almas corretamente.

Shalom,

Rafael Chiconeli

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CABALÁ E INTERPRETAÇÃO DE SONHOS

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HÁ TEMPOS ATRÁS FUI QUESTIONADO DE UMA VEZ SÓ POR   SEIS ALUNOS (DOS MAIS DIVERSOS LUGARES, SENDO UM DE BOSTON -EUA), SOBRE SONHOS QUE TIVERAM, O QUE POR SI SÓ, NÃO ERA COINCIDÊNCIA. 
 
A PRINCIPAL DÚVIDA É SE OS SONHOS PODEM PREDIZER ALGUMA COISA SOBRE NOSSA CAMINHADA, SE A CABALA LIDA COM ELES E DE QUE FORMA OS INTERPRETA. COMO CONSIDEREI QUE ERA UM AVISO PARA QUE EU FALASSE DO ASSUNTO, ESCREVO ESTE ARTIGO E SOLICITO À EGRÉGORA, QUE PARTILHE COM QUEM TIVER NECESSIDADE
DELE.
 
O HISTÓRICO DO SONHO
 
Os sonhos mexem com o ser humano desde a antiguidade. Nas civilizações antigas, interpretar os sonhos era uma ciência que colocava qualquer um em prestígio ou desgraça, dependendo de que rumo a história tomava, após a instrução ser passada. Mas hoje em dia, poucos entendem qual é a real importância do sonhos para nossas vidas.
 
Nas escrituras judaicas, encontramos um exemplo sublime, com a História de José (Yosseff). Filho de Jacó (Yacoov), desde cedo, apresenta a capacidade de lidar com sonhos de forma objetiva, o que foi se aprimorando com a sabedoria da Cabala. Isto o coloca como favorito de seu pai e como inimigo dos irmãos, que o vendem ainda novo como escravo. No Egito, passa por diversas situações, até ser preso. Mesmo no cárcere, impressiona a todos por sua capacidade de interpretar sonhos e sua reputação cresce.
 
Um dia, o Faraó do Egito tem um sonho intrincado, onde sete vacas magras comem sete vacas gordas e ainda assim continuam magras. Convoca todos os sacerdotes e feiticeiros do Egito para interpretar este sonho e nenhum deles lhe parecem convincente. É quando ouve falar de José e manda o levarem até ele. Lá, José interpreta como sete anos de fartura e sete anos de miséria que o Egito enfrentará, podendo assim salvar o país.
 
José, assim como os demais patriarcas e grandes Chachamin (sábios) obtiveram a iniciação Cabalística, sabiam, que o sono corresponde a 1/60 avos do que é a morte. Então, durante este período, o corpo passa a ter uma ligação tênue com a alma, somente o necessário para que as funções vitais sejam mantidas. A maior parte da alma, então, passa a ter contato com outras forças espirituais, que podem ser de origem positiva ou negativa, segundo sua sintonia e elevação.
 
A CABALA E O SONHO
 
 No seu tratado, Rabi Moshe Luzzatto nos informa que o criador concedeu este atributo do sono, como uma forma de a alma “descansar” dos aspectos nocivos da matéria. Ele via no sonho, uma arma para compreender o trabalho do Criador, citando a passagem do Zohar que diz: “um sonho não interpretado é como uma carta que não foi lida; se realizará, mesmo que não estejamos conscientes”.
 
O contato da Alma, com elementos das esferas espirituais, faz com que coisas possam ser vislumbradas de maneira única, sendo que essa informação é trazida diretamente ao corpo adormecido. Na nossa esfera material, isso se manifesta diretamente na imaginação da pessoa, gerando sonhos beatíficos ou perturbadores e situações verdadeiras ou errôneas, dependendo da fonte de informação que foi consultada.
 
 Porém, um sonho, tal qual as escrituras é algo que pode demandar diversos significados e mensagens, por isso, traz sentidos ocultos, que podem ser interpretados. Ele age como uma descarga elétrica mental, flash de luz que nos transmite sensações. Em seguida estas informações serão traduzidas de uma forma que nosso consciente possa compreender, através dos sentidos que utilizamos.
 
 
A INTERPRETAÇÃO DE SONHOS
 
O Zohar nos diz que nada se materializa neste mundo, sem que antes tenha sido revelado através de sonho. O Talmud nos diz que mais importante que o sonho em si é a interpretação do mesmo, pois de nada adianta um mapa, sem ter quem busque pelo tesouro. Por isso, é informado que nossos sonhos não devem ser contatos a qualquer pessoa, mas sim à um sábio ou amigo capaz de interpretá-los.
 
A Cabala por milênios trabalha com a interpretação de sonhos, com resultados incríveis. A grande arte neste caso, é extrair objetividade da subjetividade, discernindo o conteúdo que provém da imaginação e perceber, a revelação que se esconde no sentido esotérico. O Tzikas Ha Tzadik vai informar, que para interpretar os sonhos de alguém, a pessoa deve ser um Rav (mestre), que tenha conseguido direcionar seus desejos. Isso, porque como os sonhos têm profunda conexão com os desejos, uma pessoa que não tenha este domínio se torna incapaz de extrair a essência da verdade de um sonho.
 
Finalmente, entenderemos que nossos sonhos, nos ajudam a guiar nossa conduta, com relação a derrotar o egoísmo e fazer parte da Egrégora Universal, onde reina o Criador. Isso significa que os sonhos podem ser uma excelente ferramenta para nossas conquistas aqui na matéria se soubermos aproveitar o profundo significado deles. Em nada isto atrapalha nosso livre-arbítrio, já que temos sempre a opção de também ignorar nossos sonhos.
 
MAIS INFORMAÇÕES SOBRE CABALA E COMO INTERPRETAR SEUS SONHOS:
 
ccibrasil@hotmail.com
Rafael Chiconeli 

DESPERTE O LEÃO EM VOCÊ

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PARA TODAS AS MINHAS AMIGAS E AMIGOS, QUE SE ENCONTRAM PARALISADOS, SEM SABER PARA QUAL RUMO SEGUIR. DIGO A VOCÊS: NÃO TENHAM MEDO! O LEÃO QUE VIVE EM VOCÊ, APENAS ESTÁ ADORMECIDO.

Algumas vezes, as situações por muito acumuladas chegam num ponto de impossibilitar qualquer ação. Antes, era tão ousado(a) e executava o que quer que fosse, sem um pingo de hesitação. Hoje, com as marcas do tempo e após inúmeras decepções na vida, este instinto foi se retraindo, até o ponto em que estava cada vez mais diminuto. E, neste instante, não há mais coragem para dar um passo sequer, fora da rotina que estabeleceu.

Há uma história similar. O Rabino Shem Tov, o Sefaradi era um dos homens mais ousados de sua época. Buscou aprendizado nas mais diversas fontes, aprendendo com árabes, nas montanhas e filósofos de confins distantes. Ingressou na escola do místico Ben Sira, onde aprendeu a resolver seus problemas com a prática da concentração. Mas ainda assim, sentia-se vazio.

Num certo ponto, Shem Tov chegou à conclusão que suas buscas anteriores eram erradas. Duvidou de si mesmo, tornando-se cético e incapaz de ousar além do que já tinha ido, ao cúmulo de duvidar de um dos maiores sábios de Cabalá de sua época, mesmo com os constantes convites para que se juntasse a ele para os estudos. Shem Tov tinha medo de se decepcionar de novo, e duvidava.

Porém, este sábio se chamava Rabi Abuláfia. Naquela época, ele era conhecido por sua imensa bondade e capacidade de entendimento em textos como o Zohar e o Sefer Yetzirá. O Rabino parou de incomodar Shem Tov e deixou que o Sefaradi chegasse à uma conclusão por si próprio. Não demoraria a revelar um resultado supreendente.

Ainda temeroso, Shem Tov buscou o mestre. Pensou, que mesmo amedrontado, não tinha nada a perder e solicitou seu ensino, sem se comprometer de verdade. Como resultado, Abuláfia estabeleceu condições bem exigentes para ensiná-lo, coisa a qual teve que se submeter, ainda que não acreditasse.

Porém, sua iniciação na Cabalá, mostrou a eficiência do mestre, quando os resultados começaram a aparecer nas primeiras aulas. As permutações, que lhe causaram mais medo ainda e quase o fizeram frear, foram justamente àquelas que ajudaram a DESPERTAR o Leão Adormecido.  

Assim, Rabi Shem Tov tornou-se um dos maiores cabalistas da história, desenvolvendo poder de concentração sem igual, mestre no deslocamento e vocalização de letras hebraicas. Teve inúmeros discípulos e uma vida feliz, somente pelo resgate de si mesmo.

RESGATE VOCÊ MESMO AGORA!

Amorosamente,

Rafael Chiconeli

A VERDADE MORA NO UM

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Buscamos no estudo da Cabalá, obter uma consciência superior, que possa realmente refinar nosso vaso receptor, a ponto de ele ser o perfeito receptáculo para Hashem. Chamamos isto de  Kli (Vaso), pois dentro de nosso conhecimento, o ser humano foi feito para que seja habitação para a Shechiná (Presença Divina).

É uma necessidade primordial nossa desejar esta união com o Criador e está acima de nós, porque é o nosso DNA espiritual. A Cabalá nos explica que no princípio tínhamos Tzurá (forma)  de Hashem, porque viemos dele. Após a separação, para que pudéssemos nos desenvolver, pouco a pouco, perdemos esta equivalência com ele, até nos distanciarmos por completo.

Os sábios cabalistas do passado como o Ari, nos ajudam a responder estas questões com a seguinte sentença: “Hashem Hu Echad, Ushmo Echad”, ou seja “D-us é um e seu nome é um”. Esta é uma frase muito profunda que encerra segredos fascinantes da Cabala.

Hashem mora na unidade e não devemos nos separar dele. Tudo o que fizermos deve ser em busca desta unidade, agindo como o Criador e desejando em prol do todo, ou seja, infundindo desejo de doar em nossas ações. Isto permitirá junção entre D-us e o ser humano.

Logo, nossas Neshamot (almas) experimentarão a sensação total de prazer que o Criador quer nos gerar, o que significa Devekuth (aderência) a Yichud (unificação). De fato, a sensação única de prazer proveniente da verdadeira conexão com o Eterno.

Shalom!

Rafael Chiconeli

FALAR À ALMA

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Nossa maior dificuldade é falar à alma, já que nossa forma típica de comunicação é com o cérebro. Enxergo a complicação que é o entendimento humano, simplesmente porque ainda que falemos com o outro nos comunicamos como se estivéssemos falando conosco mesmos.

Sim, esta é uma outra ação do egoísmo, falar com o outro e querer satisfazer a si próprio como se o outro tivesse que vislumbrar tudo como nós. No final, temos grande probabilidade de atropelar o interlocutor e não atingir exatamente o que queremos que é estabelecer um vínculo.

Por isso a comunicação cabalística é com a alma da pessoa. Isto possibilita que todos os padrões caiam por terra e que se possa estabelecer um real vínculo entre os que participam do diálogo. O entendimento gera Luz e esta Luz nos coloca em rota de colisão com a energia do amor.

Quando mais entendemos, mais temos prazer, porque o suprasumo desta sensação se dá através da consciência. Ao obter isto, adquirimos a sabedoria necessária para que nossos hábitos em outras parcelas da vida sejam aprimorados. A própria correspondência nos informa que a Língua se posiciona exatamente na esfera de Malchut.

Isto nos diz que a principal forma de refinamento neste mundo é aprimorar nossa comunicação, evitar Lashón Hará (maledicência) e infundir amor em nossas conversas. Quando as almas falam, nada mais precisa ser dito, apenas sentido e experimentado.

Shalom!

Rafael Chiconeli

OÁSIS OU MIRAGEM?

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MAIS UMA SEMANA TERMINANDO. ESTAMOS TODOS ENVOLTOS EM PROPÓSITOS, QUE SÃO REALMENTE IMPORTANTES PARA NÓS. MAS NÃO SE ESQUEÇA DO QUE TE SEPARA DE SUAS CONQUISTAS: APENAS O PRIMEIRO PASSO.

No nosso contato diário, conhecemos um universo de pessoas, todas realizando muitas atividades, mas buscando algo que realmente seja determinante , que de fato, as complete. A busca, muitas vezes, é árdua, passando por inúmeras situações que sempre parecem retardar os acontecimentos. Isto acaba criando uma casca, uma auto-defesa contra as desilusões, torna-se mais fácil desistir das coisas antes que haja nova decepção.

Então, eis que aparece algo realmente importante, não ao coração, mas à alma. Parece tudo o que sempre buscou, verdadeiro, bonito, completo queremos saber tudo à respeito e nos ilumina com uma intensidade jamais vista, mas surge o porém. Tememos dar o primeiro passo, por causa das tentativas fracassadas anteriormente, então, tudo se torna empecilho, que justifica a inércia.

A Cabalá é um caminho maravilhoso, um sistema sem igual que linka você ao criador e te põe em uma situação de realizar ao máximo suas potencialidades no mundo material. Realmente, quando você se entrega de alma e supera as dificuldades que inconscientemente impõe a si mesmo, você experimenta um prazer na vida, que jamais sentiu.

Ainda assim, é preciso dar o primeiro passo. Nestes anos, em que ajudamos centenas de pessoas a encontrar o caminho rumo a força maior, aprendi a distinguir àqueles que evoluem daqueles que se mantém inertes, simplesmente, porque os primeiros não tem o receio de avançar. Estes, sentem no âmago a sede que suas almas têm por esta conexão e a Cabalá, lhes soa como uma fonte de água, um oásis em meio ao deserto. Saciam-na.

No segundo caso, porém, o peso de tudo o que já deu errado, faz com que a pessoa tema avançar e o medo de perder tira a vontade de ganhar. Elas conseguem avistar à distância a mesma fonte de água viva que expliquei no parágrafo acima, porém colocam dúvidas e param antes de que a água jorre em suas mãos.

Em suma: Infelizmente, para àqueles que não tomam iniciativa, o oásis será sempre uma miragem.

Shalom!

Rafael Chiconeli

FAREMOS E OUVIREMOS

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Existe uma história cabalística que relata a escolha da montanha qual Moisés receberia a Torá, fonte de Luz ininterrupta para todos nós. A Cabalá nos ensina que tudo o que D-us criou tem um papel a desempenhar e naquele exato momento as montanhas da região “disputavam” para saber qual delas seria o palco da Outorga das escrituras.

Então elas discutiam entre elas, quem teria o privilégio:

– Eu sou a melhor. Tenho muitas árvores.

– Melhor sou eu, tenho muitos rios. Sem água os seres humanos não vivem.

– Sou a mais alta, por isso sou a melhor, disse uma outra.

Há pouca distância um monte ouvia a discussão toda calado e não concordava. Por que tanta necessidade de aparecer se haviam coisas mais importantes para se fazer?

Então conta-se que o Criador ficou fascinado pela humildade do pequeno monte, e por isso ele foi escolhido para sediar Shavuot e marcar a redenção de um povo que começava a aprender o sentido real da liberdade.

A Cabalá conta que esta sabedoria sublime foi oferecida à outros povos anteriormente, mas o grande mérito da recepção da Torá, está na humildade. Aos outros quando houve o oferecimento por parte de Hashem, sempre eram colocadas pré-condições e empecilhos, mas o povo que de fato recebeu a Torá, foi o único que aceitou sem questionamento.

Eles disseram:

– Faremos e ouviremos. Cumpriremos e obedeceremos todos os Mandamentos da Torá, apesar de ainda não os termos escutado; ambos, os preceitos negativos e os positivos.

O Talmud nos mostra que é proposital que o “faremos” venha na frente do “ouviremos”. Isto significa a total entrega e a fé, ainda que você não conheça as condições, ou seja é a total confiança nos desígnios do Eterno.

O Midrash nos conta, que o Eterno ficou tão tocado com a fé de seu povo, que disse:

– Quem revelou a Meus filhos o segredo de pronunciarem ‘faremos’ antes de ‘ouviremos’, uma expressão que é da linguagem dos anjos?”

CHAVE DE HOJE: Seja humilde e dê crédito ao ensinamento que pode lhe transformar antes de colocar inúmeras barreiras e descrença.

Rafael Chiconeli