CABALÁ E INTERPRETAÇÃO DE SONHOS

CAB

 
HÁ TEMPOS ATRÁS FUI QUESTIONADO DE UMA VEZ SÓ POR   SEIS ALUNOS (DOS MAIS DIVERSOS LUGARES, SENDO UM DE BOSTON -EUA), SOBRE SONHOS QUE TIVERAM, O QUE POR SI SÓ, NÃO ERA COINCIDÊNCIA. 
 
A PRINCIPAL DÚVIDA É SE OS SONHOS PODEM PREDIZER ALGUMA COISA SOBRE NOSSA CAMINHADA, SE A CABALA LIDA COM ELES E DE QUE FORMA OS INTERPRETA. COMO CONSIDEREI QUE ERA UM AVISO PARA QUE EU FALASSE DO ASSUNTO, ESCREVO ESTE ARTIGO E SOLICITO À EGRÉGORA, QUE PARTILHE COM QUEM TIVER NECESSIDADE
DELE.
 
O HISTÓRICO DO SONHO
 
Os sonhos mexem com o ser humano desde a antiguidade. Nas civilizações antigas, interpretar os sonhos era uma ciência que colocava qualquer um em prestígio ou desgraça, dependendo de que rumo a história tomava, após a instrução ser passada. Mas hoje em dia, poucos entendem qual é a real importância do sonhos para nossas vidas.
 
Nas escrituras judaicas, encontramos um exemplo sublime, com a História de José (Yosseff). Filho de Jacó (Yacoov), desde cedo, apresenta a capacidade de lidar com sonhos de forma objetiva, o que foi se aprimorando com a sabedoria da Cabala. Isto o coloca como favorito de seu pai e como inimigo dos irmãos, que o vendem ainda novo como escravo. No Egito, passa por diversas situações, até ser preso. Mesmo no cárcere, impressiona a todos por sua capacidade de interpretar sonhos e sua reputação cresce.
 
Um dia, o Faraó do Egito tem um sonho intrincado, onde sete vacas magras comem sete vacas gordas e ainda assim continuam magras. Convoca todos os sacerdotes e feiticeiros do Egito para interpretar este sonho e nenhum deles lhe parecem convincente. É quando ouve falar de José e manda o levarem até ele. Lá, José interpreta como sete anos de fartura e sete anos de miséria que o Egito enfrentará, podendo assim salvar o país.
 
José, assim como os demais patriarcas e grandes Chachamin (sábios) obtiveram a iniciação Cabalística, sabiam, que o sono corresponde a 1/60 avos do que é a morte. Então, durante este período, o corpo passa a ter uma ligação tênue com a alma, somente o necessário para que as funções vitais sejam mantidas. A maior parte da alma, então, passa a ter contato com outras forças espirituais, que podem ser de origem positiva ou negativa, segundo sua sintonia e elevação.
 
A CABALA E O SONHO
 
 No seu tratado, Rabi Moshe Luzzatto nos informa que o criador concedeu este atributo do sono, como uma forma de a alma “descansar” dos aspectos nocivos da matéria. Ele via no sonho, uma arma para compreender o trabalho do Criador, citando a passagem do Zohar que diz: “um sonho não interpretado é como uma carta que não foi lida; se realizará, mesmo que não estejamos conscientes”.
 
O contato da Alma, com elementos das esferas espirituais, faz com que coisas possam ser vislumbradas de maneira única, sendo que essa informação é trazida diretamente ao corpo adormecido. Na nossa esfera material, isso se manifesta diretamente na imaginação da pessoa, gerando sonhos beatíficos ou perturbadores e situações verdadeiras ou errôneas, dependendo da fonte de informação que foi consultada.
 
 Porém, um sonho, tal qual as escrituras é algo que pode demandar diversos significados e mensagens, por isso, traz sentidos ocultos, que podem ser interpretados. Ele age como uma descarga elétrica mental, flash de luz que nos transmite sensações. Em seguida estas informações serão traduzidas de uma forma que nosso consciente possa compreender, através dos sentidos que utilizamos.
 
 
A INTERPRETAÇÃO DE SONHOS
 
O Zohar nos diz que nada se materializa neste mundo, sem que antes tenha sido revelado através de sonho. O Talmud nos diz que mais importante que o sonho em si é a interpretação do mesmo, pois de nada adianta um mapa, sem ter quem busque pelo tesouro. Por isso, é informado que nossos sonhos não devem ser contatos a qualquer pessoa, mas sim à um sábio ou amigo capaz de interpretá-los.
 
A Cabala por milênios trabalha com a interpretação de sonhos, com resultados incríveis. A grande arte neste caso, é extrair objetividade da subjetividade, discernindo o conteúdo que provém da imaginação e perceber, a revelação que se esconde no sentido esotérico. O Tzikas Ha Tzadik vai informar, que para interpretar os sonhos de alguém, a pessoa deve ser um Rav (mestre), que tenha conseguido direcionar seus desejos. Isso, porque como os sonhos têm profunda conexão com os desejos, uma pessoa que não tenha este domínio se torna incapaz de extrair a essência da verdade de um sonho.
 
Finalmente, entenderemos que nossos sonhos, nos ajudam a guiar nossa conduta, com relação a derrotar o egoísmo e fazer parte da Egrégora Universal, onde reina o Criador. Isso significa que os sonhos podem ser uma excelente ferramenta para nossas conquistas aqui na matéria se soubermos aproveitar o profundo significado deles. Em nada isto atrapalha nosso livre-arbítrio, já que temos sempre a opção de também ignorar nossos sonhos.
 
MAIS INFORMAÇÕES SOBRE CABALA E COMO INTERPRETAR SEUS SONHOS:
 
ccibrasil@hotmail.com
Rafael Chiconeli 
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